Liliane quer genéricos mais baratos e restaurantes comunitários a R$ 1

A deputada distrital Liliane Roriz tem trabalhado para minimizar os efeitos dos aumentos de impostos e tarifas que o brasiliense está pagando devido à crise no Governo do Distrito Federal. Além de ter sido contra o aumento do IPTU, a parlamentar apresentou um Projeto de Decreto Legislativo para sustar o aumento da comida nos restaurantes comunitários. Liliane também pretende fazer com que a Câmara Legislativa reveja a decisão de manter alto o ICMS dos medicamentos genéricos e então fazer com que o preço dos remédios fique mais barato.

 

Logo após o GDF ter aumentado de R$ 1 para R$ 3 o preço da refeição nos restaurantes comunitários, o “Rorizão”, Liliane Roriz apresentou um PDL na Câmara para barrar o reajuste, que levou à queda de 29 mil refeições vendidas por dia para apenas 14 mil. “Quando meu pai, Joaquim Roriz, criou os restaurantes comunitários, ele fez isso como projeto social, e assim deve continuar. Os restaurantes não são para dar dinheiro para o governo, mas para atender a população mais humilde, que muitas vezes não pode pagar pela comida”, explica a deputada.

 

O documento apresentado por Liliane está tramitando na Câmara e pode ser levado ao plenário a qualquer momento. “Tenho certeza que meus colegas distritais vão ser sensíveis e votarão a favor de manter a comida nos restaurantes comunitários a R$ 1”, acredita a parlamentar.

 

Liliane conta ainda com a ajuda dos colegas para derrubar o veto do governador Rodrigo Rollemberg em Projeto de Lei apresentado pela deputada, que pretende baixar a alíquota do ICMS para os medicamentos genéricos. “Diante de tantos aumentos, seria injusto negar esse direito para a população, que precisa comprar remédios e que tem que pagar preços altos porque o imposto cobrado é alto”, ressalta Liliane.

 

O projeto que baixa o ICMS dos genéricos foi aprovado na Câmara Legislativa, mas vetado pelo governador. Em outubro, durante sessão da Câmara no Gama, o assunto foi apreciado pelos deputados que, num primeiro momento, derrubaram o veto, fazendo valer os remédios mais baratos. Mas, cerca de uma hora depois, a sessão foi reaberta e a votação contestada. A presidência da Casa acabou mantendo o veto do governador ao projeto de Liliane, fazendo com que o ICMS dos genéricos continue como está e o preço dos medicamentos, consequentemente, não possam ficar mais baratos. “Eu quero apenas que a população possa pagar mais barato pelos remédios. Chega de passar a conta da crise para o povo”, destaca Liliane.

 

Assim, Liliane protocolou um recurso ao plenário da Câmara para que fique valendo a primeira votação ocorrida no Gama, que derrubou o veto do governador, não a retificação, feita pela presidência. O documento também deve ser levado ao plenário da Casa a qualquer momento, após tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

_facebook


_youtube


_twitter